A grande diferença para as nossas auto-estradas é o festival que decorre em todo o lugar! A quantidade de pessoas que caminham pela berma descansadamente, e a quantidade de veículos avariados que são reparados no local, ou mesmo autocarros com os seus motores a descoberto e várias pessoas a reparar os mesmos em simultâneo. A quantidade de marroquinos - homens - que pura e simplesmente se colocam numa das bermas (quer na exterior quer na interior) para admirar o trânsito que passa. A quantidade de animais - na sua maioria burros e carneiros, mas lá se encontra um camelo ou outro mais a sul - que circulam livremente pertinho da berma, podendo saltar para o alcatrão a qualquer altura. As mulheres a recolher ervas na faixa separadora, ou mesmo a preparar a terra dessa faixa separadora para o cultivo.
Tudo isto a todo o momento, aqui e ali, leva-nos a demorar algum tempo a tomar o festival de movimento como comum, e a começar a ver onde estamos. Infelizmente as nossas fotografas de serviço não registaram este movimento, mas temos algumas boas fotos desta manhã passada a fazer quase 600 km destas auto-estradas!
As paisagens a norte eram praticamente de agricultura. Via-se muita mulher e muita criança na azáfama do campo, e muitos animais - o boi e o burro - a ajudar. Não vi quaisquer meios mecânicos agrícolas, mas mesmo assim havia grandes extensões cultivadas e grandes estufas de bananas. Há medida que caminhávamos para o Sul, a agricultura desaparecia e a paisagem era composta de pequenos montes, com poucos metros de altura, como aqui:
Isto está a progredir muito devagar.
ReplyDeletePor este ndar chegamos ao Natal e ainda estás no Atlas.
Mas a crónica está com aquele groove que nos faz voltar para ler mais. :)
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