É tempo de despedidas!...
Os planos deste quinto dia estavam estabelecidos e eram deveras simples: ir andando, passando pelas gargantas do Dadés e pelas gargantas do Todra. Iríamos assim fazer quilómetros sempre com o Atlas do nosso lado esquerdo, e de quando em quando rompíamos por ali adentro.
E assim, mais verde ou menos verde este era o nosso lado esquerdo...
Fomos sempre andando nas calmas até às Gargantas do Dadés, cerca de 120 Km muito tranquilos, com paisagens muito semelhantes. Quando chegámos às gargantas, e como a estrada de montanha estava a começar a ser divertida, decidimos não parar e ir por ali adentro a curtir a paisagem.
Estávamos em terreno bem montanhoso, rochoso, árido, com as aldeias aqui e ali, a estrada construída ali no meio dos "canyons"...
Lá em baixo, a cortar mesmo as rochas, é o Rio Dadés: a estrada tenta sempre acompanhar o rio, mas as montanhas não deixam. Umas vezes estamos mesmo ali perigosamente ao seu nível (tudo indica que nos tempos de chuva a estrada fica por baixo do rio), outras vezes só o apanhamos quando descemos de novo a montanha.
Esta estrada não está sempre tão bem alcatroada como a que está nesta foto, em várias zonas a montanha cedeu e tapou a estrada. A gravilha e terra é uma constante. Mas circula-se muito bem, umas vezes mais depressa outras mais devagar, umas vezes em alcatrão outras em terra, mas nada que seja ofensivo para as costas das penduras.
Foram 4 motards que pousaram animados para um auto-retrato:
Ai que estradas :-)
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