Sunday, April 10, 2011

Dia 3: Marrakesh (Parte 1 - a Madrugada)

Há uma coisa que ainda não referi nesta crónica de viagem e que é digna de referência: o casal Sabrina & Massimo são desportistas e não dispensam a sua corrida matinal. Acordavam com o sol a nascer e lá iam fazer uns quilómetros - nunca menos de 10 - pelas ruas marroquinas.

Assim neste primeiro dia em Marrakech quando nos encontrámos para o pequeno almoço já muito tinha acontecido...

As primeiras fotos do dia nem as posso comentar, porque não as vivi. Mas não quero deixar de relembrar quem me lê que estamos a falar do mesmo casal que nos dois dias anteriores fez mais de 1200 Km numa Honda SLR.





"Estes Romanos são doidos", diria o Obelix. Enganado, pois nenhum deles é de Roma...

Saturday, April 9, 2011

Dia 2: Asilah - Marrakesh (Parte 3)

Ao chegar a Marrakech nota-se logo o aumento de movimento. Muito carro, muita mota, muitos policias sinaleiros, confusão. O nosso plano era bastante simples: ir directos à zona da Medina, e encontrar um cyber-café para podermos descobrir com calma um hotel porreiro. É sábado, e vamos passar o fim de semana todo aqui - só voltamos à estrada na segunda-feira - pelo que interessa algo perto do centro.

Andámos às voltas para dar com os muros da Medina. Não é fácil a orientação usando apenas as placas, e nenhum de nós tem GPS (excepto nos telemóveis, mas sem roaming de dados estes demoram uma eternidade a apanhar sinal).

O "andar às voltas", em Marrakech, é assim:


Ao passar os muros da Medina para o seu interior, aí é que começou o caos. O transito era caótico, quer de carros, motocicletas de todas as cores e feitios, carroças, cavalos e burros. E gente. Muita gente. Muita, muita, muita gente. Foi quase impossível encontrar um local para estacionar as duas motas, e o dia já estava a terminar. Aproveitámos que um carro estava a sair e estacionámos no lugar deste, onde apareceu logo o sujeito que controlava o parque. Lá se foram 5 euros, para deixar as motas mal e porcamente, assim:



O destino era mesmo o cyber-café, e no meio daquela confusão de gente e ruas estreitas lá descobrimos um.


O caos na rua já nos devia ter preparado para a qualidade do cybercafé. A net era tão lenta que demorámos uma pequena eternidade para tirar a referência de 2 ou 3 hoteis ali nas redondezas. E depois descobrimos que ou ninguém sabia o nome das ruas, ou os que sabiam não tinham a certeza e cada um atirava o seu palpite. Ao fim de 10 minutos, já tínhamos a noção que o que devíamos fazer era esquecer esses hoteis e ficar apenas com uma referência de preços.

Ali mesmo junto à Praça Jeema El-Fna a Lina teve um ataque de pânico: "eu quero sair daqui e rápido". Todos estávamos inclinados em arranjar ali mesmo um hotel, embora eu ainda tivesse grandes dúvidas sobre onde deixar a mota a dormir. Havia vários locais de parque de estacionamento de motas, todos eles certamente com mais de 200 motocicletas estacionadas, mas o certo é que não vi ali qualquer mota de alta cilindrada.

Só o facto de me ter de meter de novo em cima da mota para enfrentar aquele tráfego deixou-me com vontade de convencer a minha mulher a ter calma e arranjar ali o Hotel, o parque para as motas, o jantar ao luar, ... Mas o olhar da Lina não me deixou dúvidas: temos de sair dali.

Marrakech é uma cidade com um milhão de habitantes. Ao sábado antes de jantar, 9 em cada 10 habitantes vão até à praça principal (nos restantes dias são apenas 8 em cada 10). Aquela Praça, às 8 da noite de qualquer dia, é um caos, com tudo barulhento, tudo agitado, com um cheiro activo da urina das largas dezenas de cavalos e burros, e tudo porco e imundo como manda o protocolo. Tem todos os ingredientes que são precisos a quem acabou de fazer uma tirada de 600 quilómetros de mota e não tem lugar para dormir.

Meu amor, tens toda a razão, eu prefiro realmente pernoitar num sitio mais calmo e vir para este local como visitante, não como residente. Vamos embora.

Combinei que tomava a dianteira para sairmos dali. Lembrei-me da minha experiência de condução em Nápoles e Roma e a regra a seguir: "cada um preocupa-se com o tipo que tem à frente, e a coisa rola sem problemas". Resultou. Com umas apitadelas e usando a regra de ouro "o mais audaz tem prioridade" fui abrindo caminho. Rapidamente em menos de uma hora conseguimos superar os 300 metros que nos levaram para fora da medina. E mesmo ali pertinho, na primeira rua que entrámos, a oferta de Hoteis era vasta e escolhemos um que nos pareceu porreiro. 52 euros por casal, pequeno almoço, parque para motas e guarda nocturno. Que estupidez ter entrado nos portões da Medina!

Um duche e voltámos para a caótica Praça, mas desta vez sem motas, vestidos "à civil", para um jantar - já mais ceia - pertinho da meia-noite.





Não vimos muito nesta noite: amanhã o dia seria passado todo em Marrakech e teríamos tempo para tudo...

Dia 2: Asilah - Marrakesh (Parte 2)

O Zé Paulo e a Paula Kota já me tinham dito que as auto-estradas em Marrocos não tinham nada a ver com as nossas, pelo que eu já estava mais ou menos preparado. E realmente em comum com as nossas têm o facto de ter duas faixas. Não são duas faixas estreitas como as que encontrei no sul de Itália, mas duas faixas confortáveis. Piso em bom estado.

A grande diferença para as nossas auto-estradas é o festival que decorre em todo o lugar! A quantidade de pessoas que caminham pela berma descansadamente, e a quantidade de veículos avariados que são reparados no local, ou mesmo autocarros com os seus motores a descoberto e várias pessoas a reparar os mesmos em simultâneo. A quantidade de marroquinos - homens - que pura e simplesmente se colocam numa das bermas (quer na exterior quer na interior) para admirar o trânsito que passa. A quantidade de animais - na sua maioria burros e carneiros, mas lá se encontra um camelo ou outro mais a sul - que circulam livremente pertinho da berma, podendo saltar para o alcatrão a qualquer altura. As mulheres a recolher ervas na faixa separadora, ou mesmo a preparar a terra dessa faixa separadora para o cultivo.

Tudo isto a todo o momento, aqui e ali, leva-nos a demorar algum tempo a tomar o festival de movimento como comum, e a começar a ver onde estamos. Infelizmente as nossas fotografas de serviço não registaram este movimento, mas temos algumas boas fotos desta manhã passada a fazer quase 600 km destas auto-estradas!




As paisagens a norte eram praticamente de agricultura. Via-se muita mulher e muita criança na azáfama do campo, e muitos animais - o boi e o burro - a ajudar. Não vi quaisquer meios mecânicos agrícolas, mas mesmo assim havia grandes extensões cultivadas e grandes estufas de bananas. Há medida que caminhávamos para o Sul, a agricultura desaparecia e a paisagem era composta de pequenos montes, com poucos metros de altura, como aqui:


Mantivemos as velocidades sempre entre os 100 e os 120. Não só pela falta de segurança e pela fauna, mas havia também muita polícia a patrulhar por toda a extensão da auto-estrada, montados em BMW's 1600 RT novinhas em folha.

Saímos para almoçar entre Rabat e Casablanca, numa terrinha chamada Bouznika. A SLR do Massimo precisava de atestar e já que lá estávamos, ficámos.

Depois de almoço, lá nos metemos de novo à estrada direitinhos a Marrakech.




Dia 2: Asilah - Marrakesh (Parte 1)

A manhã em Asilah deu-nos uma perspectiva diferente. Nada como um duche e umas horas de sono para que a realidade se torne logo outra. O plano do dia é tomar o pequeno almoço, dar uma volta rápida pelo centro da cidade, e partir para Marrakesh.

Estávamos mesmo a dois passos da Medina, e reconheci de imediato os apartamentos que o Manuel Peixoto me tinha recomendado, com garagem na parte de baixo e tudo. Bolas, ontem à noite passei por aqui umas 10 vezes...

Eis uma foto que cumpre bem as suas duas funções: mostra bem a nossa animação matinal e permite que me gozem pela tinta das luvas nas minhas mãos.

Não achámos grande piada a Asilah: a medina é muito pequena com poucos pontos de interesse - mas a paisagem e a arquitectura mostram que estamos noutro país.


Os sinais de transito são mesmo diferentes!


Toca de tomar o pequeno almoço e marchar para Marrakech!

Ah, e perguntam vocês: "e as motas, pah, ainda lá estavam?"

Estavam. No caminho para ir buscar as motas eu e o Massimo combinávamos que tínhamos de tirar uma foto ao pé daquela figura fantástica da noite anterior. Mas o que se seguiu foi tão intenso que nos esquecemos por completo.

Chegámos e o portão do pátio estava aberto. Maior parte dos carros que estavam lá na noite anterior já tinham saído, e as motas estavam lá no sítio. Alívio.

Porém, foi outro árabe que veio falar connosco. Demos-lhe duas palavras e dirigimo-nos às motas. E foi aí que percebemos que afinal o nosso amigo não se tinha embora: o pobre desgraçado tinha dormido ali, numa esteira no chão, cobertor por cima, mesmo ao lado das motas. A imagem de um sem abrigo lisboeta mas ali, pago por nós, cumprindo a sua tarefa de guardião. Peguei em 3 moedas de euros e entreguei-lhe e ele pergunta se não lhe posso dar 30 dirhams em vez de três euros, pois ao trocar moedas em vez de notas ele iria perder 3 dirham na conversão, e teria assim 27 dirham em vez dos esperados 30. A grosso modo, discutia-se ali menos de 30 cêntimos.

Entretanto precisávamos de conferir e afinar a bricolage do dia anterior, pelo que o Massimo arranjou a desculpa de utilizar a ferramenta da casa para deixar ao homem 5 euros.

Enquanto se executava o trabalho, o homem começou a puxar conversa... para a situação politica em Portugal. Falou da crise, do Sócrates, da entrada do FMI. Oh Fellini, ontem à noite com o cavalo ainda te dava um desconto, mas este desgraçado que dorme no chão ao lado de duas motas por 3 euros e que te fala sobre a politica nacional é que nem te passava pelos sonhos, não era? E eu, caraças, bem envergonhado, pois tenho uma pequena noção que o país dele é uma monarquia mas que nem sei (nem quero saber, é certo) se aquilo tem alguma espécie de governo além do Real.

Saímos dali com as motas e completamente à toa. Espanto.

No caminho para sair da cidade o olhar perspicaz da Lina ainda apanhou isto:


Por mais que nos preparem para Marrocos, é mesmo preciso estar lá e ver isto com os próprios olhos para perceber que estas cenas não são casos isolados e fantásticos mas sim a realidade de um povo. Mais à frente iremos ter outras pessoas a dormir ao lado das nossas motas, e vamos ver vezes sem conta os tipos naqueles andaimes que não lembram a ninguém.

Oh caraças, isto não é na conchichina: é mesmo aqui ao lado.

Friday, April 8, 2011

Dia 1: Leião - Asilah (Parte 2)

Entrámos no barco já passava das 23h (mas ainda sintonizados nas nossas 22h) e completamente exaustos. O facto de termos dormido pouco na noite anterior, o calor que se fez sentir em Espanha, e a viagem ter sido demasiado longa com a paragem forçada para o bricolage tinha sido demais. O cansaço era visível em todos os rostos.

O último barco da noite tinha muitos camiões e muito poucos carros. O aspecto era este:


A viagem de meia-hora foi muito tranquila, quase que adormecemos...


Ao sair do barco em Marrocos tivemos um contratempo. Devíamos ter carimbado os passaportes dentro do barco mas não o fizemos (coisa que a Paula Kota nos tinha avisado, e que com certeza foi divulgado no barco, mas que nos escapou por completo). Assim, tivemos de esperar que o Policia retornasse ao barco: eu e o Massimo ficámos nas motas enquantos as senhoras foram para dentro do barco esperar, esperar, esperar...


Depois do carimbo lá marchámos para o resto das burocracias: carta verde das motas, passaportes, isto e aquilo. "Ah são portugueses". "Ah espera são italianos". Mesmo aquela hora da noite sem ninguém nos serviços de fronteira perdemos ali um tempão. Nas calmas, tudo nas calmas.

Pela fronteira notava-se perfeitamente que a Europa estava lá longe. A policia fardada com os pés em cima das mesas, um ou outro estavam mesmo a dormitar em cima das mesas, e o fumo do tabaco é tanto que deixa uma nuvem dentro das pequenas cabines. Os uniformes até são distintos, parecem os nossos uniformes de gala, mas a atitude deixa tudo a perder. Tudo é feito com muita calma. Muita, muita calma.

Os carros dos marroquinos vinham apinhados de coisas (talvez o Massimo tenha uma foto, porque descrever é impossível), e algum deles tinham sido obrigados a tirar tudo para fora para controlo. Penso que seriam horas a tirar tudo - e tudo era só cangalhada, desde cavalinhos de baloiço a rodas suplentes com 30 anos - e outras tantas horas a encafuar tudo de volta. Encafuar é mesmo a palavra, porque arrumado nunca caberia tanta coisa dentro de um carro. Bem, na verdade todos os tejadilhos estavam também bem utilizados...

Do resto do dia não tenho mais fotos, mas como foi o nosso primeiro contacto com Marrocos não posso deixar de o relatar.

Entrámos na autoestrada e percebemos que estávamos a 40 km de Tanger, o que passava para 80km os 40km que estávamos à espera de percorrer até Asilah. Mas que se lixe, estávamos em Marrocos e a noite até estava porreira para andar de mota.

Paragem na primeira bomba para abastecer com gasolina a 1 euro, e aproveitámos para trocar uns euros por dirham's para ter dinheiro para pagar as portagens: em Marrocos são sempre pagas em dinheiro.

A chegada a Asilah foi uma coisa do outro mundo. Não tínhamos nada marcado e não se via qualquer placa a dizer Hotel. A hora em que chegámos era também a hora em que a cidade "estava a fechar as portas": montes de gente nas ruas a arrumar cadeiras, a varrer os passeios, a deitar o lixo fora. Aquele cenário habitual de uma cidade que se está a deitar, com a diferença que é Marrocos e que tudo é sujo e barulhento.

Onde é que há um Ibis, oh caraças? :-)

Andámos ali às voltas, e sempre que parávamos num cruzamento para trocar umas ideias apareciam não sei quantos tipos que indicavam hotéis todos para lados diferentes. Passámos por um hotel, mas o aspecto exterior e o tipo que estava à porta inspirava tudo menos confiança. Finalmente lá parámos numa coisa que pareciam quartos para alugar e atrás de nós parou uma carrinha da polícia. Enquanto estávamos a tentar perceber se aquilo era mesmo um hotel ou pensão saíram três tipos (dois dos quais em pijama) para falar com os policias. De seguida, chega uma carrinha tipo Ford Transit com uma família enorme, com os putos todos despertos e a brincar como se fosse uma bela manhã. Confesso que não estava nada sintonizado para uma cena destas a estas horas, e acho que até o Fellini não se lembraria de meter um tipo a sair de um beco com um cavalo pela trela, que foi precisamente o que aconteceu.

Umas duas da manhã, e uma algazarra do caraças em árabe ali no meio da rua. Não percebemos nada do que se passava. Estamos lixados.

Aquela agitação toda de repente esmoreceu e aproveitámos para perguntar se alguém sabia onde podíamos dormir. O tipo que tinha saído da casa com os sujeitos de pijama disse-nos que sim, que tinha quartos, e ficámos ali à espera que o tipo acabasse seja lá o assunto que tinha a tratar com a policia. Com calma.

As miúdas lá foram ver se as condições eram admissíveis. Afinal não tinha quartos, mas um apartamento com um quarto com 4 camas, limpinho, por 35 euros. Aquela hora já tudo marchava. E as motas? A policia indicou-nos uma garagem privada ali "ao pé do cinema", deixámos as senhoras no apartamento e lá fomos.

Juro-vos que se não fosse a policia a ir connosco nunca teria deixado ali a mota. Um portão de metal já comido por muitos anos, e quem nos abre o portão é um tipo sem dentes e olho branco, que troca umas palavras em árabe com o policia. O policia vai embora e o tipo fala connosco em Espanhol pior que o nosso. Pergunta qual a nossa origem, e pelas duas motas quer 3 euros para passar a noite. Pelo preço do apartamento, vimos logo que estávamos a ser comidos mas não tínhamos nada vontade de andar a discutir um euro ou dois com o tipo que nos ia guardar as motas. E tínhamos sono, muito sono. E estávamos completamente aparvalhados por todo aquele cenário. Lá abriu a "porta" e aquilo não era uma garagem mas um pátio. Serviu perfeitamente, as motas ficaram lindamente.

Depois disto, lembro-me vagamente de sair do duche e ver se a cama era fofinha.
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Dia 1: Leião - Asilah (Parte 1)

O amanhecer foi às 7h30 da manhã, com muito poucas horas de sono. Os preparativos extra viagem foram demasiados, quer para nós quer para o Massimo e a Sabrina, e já passavam das 3 da manhã quando conseguimos finalmente fazer as malas...

Mas lá estávamos, às 8 da manhã, preparados para sair. O conta-quilómetros da Varadero marcava 49773 km e nós tínhamos este sorriso:

A primeira paragem estava prevista para Évora, para um bom pequeno almoço. Seria aí também que iríamos abandonar a auto-estrada e seguir por estradas secundárias até Sevilha.

Na estação de serviço tivemos a primeira surpresa da viagem. O Massimo tinha adquirido os alforges no dia anterior, onde lhe garantiram que o forro térmico iria aguentar as temperaturas do escape sem problemas. O Massimo ainda foi mais cuidadoso e colocou umas folhas de alumínio entre o escape e o alforge.

Mesmo assim, o isolamento térmico derreteu e fez um bom buraco para o interior. Por sorte, a primeira coisa que encontrou no interior foi a toalha de banho, que foi a unica peça de roupa a queimar.

O fumo era ainda pequeno demais para que eu o notasse em andamento, mas se não tivéssemos parado decerto que teríamos tido ali um pequeno incêndio, e umas férias estragadas.

Decidimos rumar ao Bricomarché de Évora e improvisar. Foi tudo esgalhado na hora: concepção, design, montagem e afinação. O funcionário não era muito prestável, e metia sempre obstáculos, mas lá o convencemos a emprestar um serrote e a usar o berbequim.

E ficaram lindos, e com um ar deveras profissional!



Acabada esta obra de engenharia, tomámos o pequeno almoço por ali e lá nos metemos ao caminho.

Em Sevilha perdemo-nos do Massimo. Esta malta que arranca para Marrocos sem levar a porra de um GPS é tramada. Também não tínhamos mapa de Espanha, uma coisa que só nos lembrámos na véspera, pelo que o que nos guiava era um "print screen" do Google Maps. Nada detalhado, é claro, assim uma coisa que nos ia dando as orientações... Acontece que chegámos a Sevilha e apanhámos uma longa fila de transito em cima de uma ponte, devido a um acidente. A SLR era mais ágil no meio do carros que a Varadero carregada com as suas malas laterais, e uma placa meio amachucada enganou o Massimo.

Paragem forçada numa estação de serviço para reagrupamento.


E finalmente chegámos a Algeciras. Já contávamos com 600 Km em cima, mais coisa menos coisa, e o dia estava a terminar. Ao entrar em Espanha tínhamos também "perdido" uma hora, e só tínhamos lugar no último barco para Marrocos, que partia às 23h. Esperámos pelo barco a comer umas sandoscas.

Antes de partir para viagem, já tinha passado pela Caparica Peles para reclamar das luvas que perdiam tinta. Tentei explicar o meu problema, mas parece-me que não entenderam. Espero que esta foto os elucide e que finalmente me troquem as luvas.


Foi a ultima vez que calcei aquelas luvas, mas a tinta demorou dois dias a desaparecer! Fui gozado até mais não.

(continua)

Thursday, April 7, 2011

E é já amanhã!

A viagem vai ser mais ou menos esta:



Um pequeno resumo:

- No primeiro dia vamos dormir a Marrocos, em Asylah;
- No segundo dia arrancamos non-stop para Marrakech. Somos capazes de almoçar em Casablanca, só para ficar com um cheirinho da coisa;
- Chegamos assim a Marrakech ainda no sábado, e passamos lá o fim de semana nas calmas;
- Segunda-feira partimos para Ourzazate, atravessando o Atlas e fazendo um pequeno desvio em Ait Ben Hadou;
- A partir daqui não temos nda certo, mas devemos passar pelas Gargantas do Todra e descer ao deserto em Merzouga;
- Regresso pela Floresta dos Cedros, Merknes, Fez e ChefChaouen.

Com jornadas curtas dentro de Marrocos, temos ali dois dias de reserva para poder chegar a um local e "ficar por ali". Ao sabor do vento.

Claro que partimos amanhã e temos "tudo pronto". As malas ainda não estão feitas e o único hotel que temos reservado é o de segunda-feira, no Dar Rita
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